Vida digital: um ato de comédia

Personagens: Moça, Velho.

Ambiente: Praça de bairro. Há um banco. Ao começar a cena, Moça mexe no celular. Velho chega aos poucos e senta-se ao lado de Moça.

Ato único

VELHO (sem querer incomodar)
O tempo está quente, né?

MOÇA (ignora)

VELHO
Gostaria de pedir uma coisa.

MOÇA (deixa o celular, incomodada)
Que foi?

VELHO
Desculpe incomodar. Não quero atrapalhar você.

MOÇA (ainda mais incomodada)
Agora que me chamou, fale! Continue lendo “Vida digital: um ato de comédia”

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O amor véio é cabortêro

“Vou parar de ser teimoso / porque o tempo corre, homem!”

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Hoje o Pedro João estava proseadô e inspirado. Logo que cheguei, ele disse que queria brincá – como ele chama o ato de criar histórias. Sacando a lapisêra, comecei a escrever seus pensamentos em forma de verso.

Ele me assumiu que gostaria de ter seus causos escritos: ou seja, seus versos, histórias e canções. Percebi que era algo inédito de sua parte. Como ele não sabe ler e escrever, assumi a tarefa com orgulho de discípulo. Talvez Pedro fique contente, e até se anime a fazer novas músicas.

Vamos ao que interessa. Pedro disse que não estava apaixonado, mas que estava pensando sobre a loucura que é o amor (ele entendeu muito bem os sentimentos profissionais, já prenunciados por Mario Quintana). Esperando minha preparação, começou a esquentar os neurônios. Logo estava fazendo este poema:

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